Wednesday, December 27, 2006

Talvez tenha sido a queda de um meteorito que deu origem à “Zona”, um lugar cheio de perigo e de ocorrência de fenômenos misteriosos. Evacuada a população que ali vivia, a “Zona” ficará sob a interferência de um comando militar para impedir o seu acesso aos curiosos. Ousam aventurar-se neste perigoso ambiente somente os “Stalker”, estranhos personagens que, arriscando a vida por um pouco de dinheiro, conduzem clandestinamente pessoas desesperadas à procura da solução dos seus problemas. Acontece que na “Zona” existe um tipo de “sala dos desejos”, onde quem chega até ela consegue realizar as suas aspirações, mas se deve aproximar da “Zona” com extrema cautela, como bem advertem os “Stalker”. Um dos “Stalker” encontra num bar dois clientes (um cientista e um escritor), que deverá acompanhar numa próxima viagem. Os motivos que os levaram a programar a viagem são apenas questionamentos intelectuais. O “Stalker” vive numa casa miserável, com a mulher e uma filha (uma menina doente, cujas radiações da “Zona” a transformaram numa mutante). A sua única razão de viver é conduzir viajantes pela “Zona”, ajudando-os a chegar até a “sala”. Em várias ocasiões após a projeção das suas obras, Tarkovski ficou perplexo diante dos pedidos para que revelasse os significados de certos elementos visíveis como a chuva, o vento, a água, o fogo, muito freqüentes na sua poética filmografia. O que é a Zona? - uma vez lhe perguntaram. Tarkovski respondeu: “a Zona, como tudo nos meus filmes não simboliza nada. A Zona é simplesmente a vida. Atravessando-a o homem ou se despedaça ou resiste”. O cinema de Andrei Tarkovski é, por definição, realista, como forma artística que procura se aproximar da verdade. Em Stalker, Tarkovski parece querer representar a sua vida de artista e a vida humana, que enfrenta o desconhecido e que hospeda dentro de si uma idéia nova de tolerância aos sentimentos de risco e de imprevisibilidade. Entrar na “Zona” e sobreviver não é fácil, assim como não é fácil descer aos extratos profundos de si mesmo e retornar. Talvez criando a fonte das suas próprias criações, com a capacidade intuitiva e de precaução, própria dos “Stalker”.

Tuesday, December 26, 2006

Belle de jour com Catherine Deneuve fazendo aquele papel de esposa sacana nos anos 60, sacana porquê a sua curiosidade é fodona e tambêm porque ela acaba gostando do negócio fodendo toda a vida do maridinho, mas é uma história interessante e no final eu fiquei me perguntando, aconteceu mesmo ou foi tudo invenção dela? rs

Sunday, December 24, 2006

STROSZEK

Este filme do herzog é uma pira e sinceramente é triste por que um cara que é este da imagem viaja bastante e é uma pessoa bastante humilde, pessoa certa este filme dpo herzog para mim eh uma critica fudida a sociedade, porquê vocês tem que assistir e entender, vou para o jantar, vou visitar a minha avó, estou com pressa ouvindo mutantes, dia 36 e a fuga N2 então estou indo e nao vou explicar abraçoo

Saturday, December 23, 2006


Na Berlin de após guerra, anjos encasacados ouvem os pensamentos tumultuosos dos mortais e tentam confortá-los.

Um desses anjos, Damiel, deseja se tornat mortal, após apaixonar-se por uma linda artista do trapézio.

Asas do desejo

Win Wenders é o cara, este filme é poesia, a linguagem inserida nele, os pensamentos do anjo e dos mortais, Ela levou-me a casa, e eu encontrei-me em casa. É lindo, um dos meus filmes favoritos junto com Tão longe, tão perto, os melhores filmes do Win Wenders com certeza é estes dois, perfeito e ainda mais aquelas cenas com o Nick Cave cantando é de passar uma vontade muito grande de ouvi-lo e se divertir em torno destas questões que não sabemos se existe.

Na Berlin de após guerra, anjos encasacados ouvem os pensamentos tumultuosos dos mortais e tentam confortá-los.

Um desses anjos, Damiel, deseja se tornat mortal, após apaixonar-se por uma linda artista do trapézio.

O filme mostra as alegrias simples da experiência humana. Contado do ponto de vista do anjo, o filme é feito em preto-e-branco, tomando cor apenas quando os anjos percebem as realidades dos homens.



Asas do desejo

Win Wenders é o cara, este filme é poesia, a linguagem inserida nele, os pensamentos do anjo e dos mortais, Ela levou-me a casa, e eu encontrei-me em casa. É lindo, um dos meus filmes favoritos junto com Tão longe, tão perto, os melhores filmes do Win Wenders com certeza é estes dois, perfeito e ainda mais aquelas cenas com o Nick Cave cantando é de passar uma vontade muito grande de ouvi-lo e se divertir em torno destas questões que não sabemos se existe.

Thursday, December 21, 2006


Cem anos de Solidão

Antes de começar a falar sobre este livro apaixonante tenho que deixar claro que prefiro O Amor nos tempos de cólera do Gabo do que cem anos de solidão não apenas pela historia mas tambêm por Fiorentino Arizza que na minha opinião é o melhor personagem criado pelo GGM, com toda aquela esperança por seu amor Fiorentino Arizza quebrou a barreira da paixão e fez daquele explendido romance um final lindo como um jardim de amor perfeito. Já no livro cem anos de solidão vemos a historia louca da familia Buendia que vai te empurrando para um poço sem fim de Aurelianos, Jose Arcadios, Ursulas e outros personagens intrigantes como Pilar Ternera e o seu baralho e Rebeca a solitária, Fernanda a chata, Amaranta a sem coração e vamos seguindo junto da familia Buendia seu destino solitário entre a arvore e as formigas, Aureliano Segundo com suas festas e Aureliano Buendia com suas Revoluções e guerras marcam a pessoa que está lendo de uma forma bonita, como Jose arcandio quando some com os ciganos e volta cheio de tatuagens e Jose Arcadio Segundo morrendo junto de seu irmão gemeo e sendo confundido no enterro é impressionante a colera existente naquela casa, naquelas construções que passaram pela riqueza, pobreza e pelo grande diluvio que começou a fazer desta historia fim, o personagem que mais me chamou a atenção com certeza foi Ursula, com sua cegueira, dançando entre as crianças e acreditando no futuro da sua familia, o final quando amaranta ursula se envolve com amores por Aureliano e tendo o filho com rabo de porco provando o parentesco entre os dois é de forma triste fazendo o final, morte e com aureliano descobrindo as palavras escritas pelo cigano melquiades que mereceria uma biografia apenas sobre ele que conta em seus pergaminhos os 100 anos antecipados da historia familia buêndia, enquanto lia e descobria sobre sua vida soube que nunca mais sairia daquele quarto e que a cidade vinha a baixo com toda sua história, era o fim.

Wednesday, December 20, 2006

Mario Peixoto por Sergio Machado

Uma análise sobre a carreira e obra do cineasta Mário Peixoto (1908-1992), tendo por base trechos de diários, entrevistas e cartas do próprio Mário Peixoto, fotos de seus filmes e ainda cenas inéditas de um filme inacabado seu.

Onde a terra acaba do Sergio Machado é otimo, contando toda a vida de Mario Peixoto cineasta que fez Limite fazendo o espectador se envolver em um dialogo biografico sobre mario indescritivel, misturando cenas dos filmes que Mario participou com imagens feitas pelo diretor Machado e fazendo daquilo tudo em pedaço de filme novo que o personagem principal na lentidao hipnotizante das cameras envolvendo todo o seu ser em uma historia interessante de explicações e conquistas de uma pessoa simplesmente com a gloria da imaginação e criação, mas mudando de assunto o que é aquele sitio do morcego, perfeitamente lindo, energia total e isto você consegue sentir em apenas algumas filmagens, um mistério naquela casa, coisas que vem de raizes, de passados que deixaram parte energetica do seu ser em torno da natureza e coisas que envolviam aquele espaço maravilhoso de terra. Onde a terra acabou é o filme que Carmen do santos participava e junto com Mario Peixoto, fazer dela a grande musa do cinema, porêm o filme não teve final por discussões de que a atriz andava perdida diante do trabalho que envolvia todo o filme, Mario Peixoto foi embora e Carmen Santos chamou outra pessoa que por fim continuou o trabalho não terminado. Este que para mim é um Documentario Biografico que merece uma boa homenagem, conseguindo fazer eu telespectador morrer de desejos para assistir Limite denovo, podendo sentir a fotografia deste filme queimar em minha pele e me colocar em prantos como bergman e Zvein colocaram, vamos ao limite.

Tuesday, December 19, 2006


Eu gosto bastante da Liv Ullman mas a minha preferida é a Ingrid thulin, acabei de assistir, a hora do lobo e tirando a parte que me senti bastante burro por não entender alguns simbolos e algumas coisas passadas pelo filme cheguei a conclusão do que eu entendi. O pintor Johan Borg tinha alucinações devido alguma coisa esquizofrenia talvez e via todos aqueles personagens que ele crio como o homem-passaro, a mulher que tirava a peruca e perdia o rosto, o homossexual e até a parte em que aparece ele matando o menino chega-se a conclusão que são demonios que incomodam ele e sua identidade, com este dialogo abaixo cheguei a uma outra conclusão que a mulher apos ter passado certo tempo com ele começou a ver as coisas que ele enxergava e entender o que se passava na mente dele que sumiu na ilha, talvez por aquela mulher Veronika Vogler ter existido, notaram que Vogler é o mesmo sobrenome da pessoa em Persona e Johan do mesmo personagem em Silencio e Alma o mesmo? achei isto bastante estranho, teve alguns simbolos que eu não entendia, o pintor sofria de insonia, chegava a ter medo da noite e contava as horas passarem como aquela bela cena do relogio em que ele precisa enganar o sono para dormir, o final é assustador causa um caos na pessoa junto daquele castelo e a mulher Alma refletindo sobre a questão de ter estado tão perto dele e ao mesmo tempo longe.

Não dizem que pessoas que vivem juntas
por muito tempo
começam a parecer uma com as outras?
Elas desenvolvem tantas coisas em
comum.
Não apenas seus pensamentos...
Seus rostos
adquirem uma expressão similar.
Por que você acha que isso acontece ?
Eu gostaria de que nos tornássemos
tão velhos juntos
que começaríamos a pensar um pelo outro.
E ganhar os mesmos rostos,
secos, enrugados .
O que acha disso ?

Monday, December 18, 2006

Ingrid Thulin é uma atriz estupenda, bonita e faz os papeis do Bergman perfeitamente, ela chega a me assustar com o seu nível de atuação em Morangos silvestres, gritos e sussurros e em O Silencio. Ainda acho Sven Nykvist muito bom e pensando bem neste conflito que existe nos filmes do Bergman notamos a falta de amor e esperança. Sentimos o vazio no peito, o silêncio marcante dos personagens com suas personalidades muitas vezes em desarmonia, senti uma malícia enorme em Ester como senti em outras personagens do Bergman tentando criar um ar de adultério, aquela cidade onde ninguêm entendia eles e fazia deles o silêncio.

Direção de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne

Não é um filme impressionante e retrata a historia de um cara chamado Bruno que tenta levar a vida de uma maneira diferente, a fotográfia não me impressionou e nem as jogadas de camera, o final é interessante porquê mostra que o rapaz mesmo não sendo uma pessoa honesta é de uma humildade bacana, acreditando no papel de melhorar, talvez tenha sido por isto que ele Bruno tenha se entregado no final e tambem por estar fudido. Vale a pena assistir e conferir.

Sunday, December 17, 2006

Agonia, medo, dor, raiva, prazer, solidão e outras coisas são passadas neste filme de uma forma linda e representativa, Bergman surpreende ao fazer Gritos e Sussurros, posso dizer que não é o meu preferido ficando atras de Persona e Morangos Silvestres, mas é marcante, estou me sentindo estranho, péssimo e as duas irmas Karin e Maria representaram para mim as mesmas irmãs malvadas da peça de shakspeare Rei Lear, malvadas e egoistas, sem amor, Karin eu atpe entendo por não ter sorte no seu casamento, falta de amor, de um marido carinhoso e Maria o contrario um marido delicado e honesto que sofre por não ter o carinho dela e compreensão, Maria nos leva a crer no adultério me meio ao filme quando as duas irmãs refazem a amizade e a emprega Ana me lembrou a empregada do filme do Pasolini em o teorema que queria o bem de Agnes e mostrando que era a única capaz de passar o amor reciproco a ela, de uma forma bacana, não podemos esquecer da repodrução do quadro da Pieta quando ela esta com o seio de fora deitada na cama de Agnes. O Silencio que o filme passa e com uma trilha sonora de gritos, gemidos e sussurros deixa o espectador inquieto, medroso e frio. O Vermelho pode representar varias coisas mas ai representa o Caos, o medo, o sangue e o engano. Agnes acredita na felicidade quando está no jardim e nem imaginava na ilusão que eram suas irmãs e isso é mostrado quando ela começa a chorar na cama e tenta falar com elas, repulsivas. A cena preferida do filme foi aquela que as irmãs conversam pertinho, cheguei a ficar excitado com a cena, foi de uma delícia vendo a beleza de Ana e Maria se confrontando e lembrou bastante algumas cenas de Persona. Outra cena foi ao do corte mostrando a falta de prazer de Karim com seu marido. Filme otimo.

Saturday, December 16, 2006

Pedro Almodovar - Volver

Sinceramente eu esparava mais do filme, talvez tenha sido por isso que não gostei tanto de Volver, pensei demais em ver nele algo como em Má Educação, Carne Tremula, tudo sobre minha mãe, mas não foi desta maneira que vi está obra do excelentissimo Almodovar. A melhor cena na minha opinião é quando Penelope Cruz canta, tem umas tomadas interessantes e é impressionante a maneira que envolve toda a cultura dos personagens do filme, Penelope está charmosa e o filme teve uma história de intrigas que passamos a ter todo o entendimento com pessoas explicando acontecimentos como acontece em má educação e nada mais.
Amores Expressos Kar Wai Wong

O nome já diz um pouco, tem algo de romantico, de procura como em 2046 e amor a flor da pele, o diretor segue com o seu objetivo de mostrar o romance de uma maneira diferente e este é bonitinho o do policia 663 é bem bacana, é um filme que não tem tanto a se comentar e que tem um final bastante bonitinho, a melhor cena para mim foi quando tocava dreams e a menina revirava o apartamento do cara fazendo mil coisas divertidas.
The Smiths - I Know It's Over

E na verdade nunca começou
Mas no meu coração era tão real
E você até falou comigo e disse:
"Se você é tão engraçado
Por que então está sozinho esta noite?
Se você é tão inteligente
Por que então está sozinho esta noite?
Se você é tão divertido
Por que então está sozinho esta noite?
Se você é tão atraente assim
Por que dorme sozinho a noite?
Eu sei...
Por que esta noite é igual a qualquer outra noite
É por isso que você está sozinho esta noite
Com seus triunfos e encantos
Enquanto eles estão nos braços um do outro"...

Friday, December 15, 2006

Morangos Silvestres

Estupendo, uma historia bonita, as lembranças da infância, o amor perdido, um casamento estranho e com um certo ar de traição envolvendo a mulher, este filme do Bergman é magistral e revela ao Ivak um lado que no final ele tenta esquecer quando pede para a mulher que vive com ele a muito tempo chama-lo apenas pelo nome e com isso prova que sentiu algo com seus sonhos e com o dia que passou, seu psicológico foi afetado pelas lembranças e atitudes que decorrem pelo filme, com as caronas e a menina chamada Sara que o faz lembrar do seu romance e as imagens dos sonhos fazendo a ele uma critíca a certas atitudes de sua vida e no final ele descobrindo um outro lado dele e sentindo-se de uma forma legal. O relógio pode representar muitas coisas mas para mim no sonho representa que a hora dele chegou, talvez da morte, talvez de enxergar a vida de uma outra maneira e isto acontece em seu sonho quando ele ve aquele homem sangrando, sente a morte, sente o caos e a procura do seu ser perdido naquele tempo. Ja no segundo sonho ele releembra seu casamento com as mesmas brigas que encontrava com o casal que ele deu carona e a menina pediu para ele descer, ao final falando com filho ele tenta evitar o ruim e algo acontece, simplesmente de um romance este filme adorei, perfeito!

Ingmar Bergman

Persona

Estou impressionado após um longo sono em o ovo da serpente e ter pensado será mesmo que bergman é este Bergman, o diretor que falam e que expressa em seus filmes algo tão interessante, pensei e decidi que devia assitir persona, já de inicio as coisas eram diferentes, comecei a ficar surpreso e curioso devido a forma do filme o inicio, a nascente da vida, onde se junta o fogo e cria a vida já demonstra a inteligência de Bergman, fiquei chocado, não conseguia mais tirar os olhos da tela e tentava entender passo por passo dado por seus personagens, as imagens e sinceramente digo que foi muito díficil e estava entendendo pouco mas algo me puxava, algo dizia, continue! Apos o termino e com a boca aberta cheguei a conclusão que ele é um gênio e fui átras de entender algumas coisas que não havia entendido e cheguei a otimas conclusões, caso possa dar a sua ficaria grato. Leia este texto que encontrei na internet é muito bem explicadinho.

Link: http://cinematografo.com.br/trabalhos/Persona.pdf

Lygia Fagundes Telles

As Meninas

Lorena, Ana Clara e Lia são otimas, encantadoras, cada uma fascína da sua maneira. Este livro muito bem escrito pela maravilhosa Lygia Fagundes Telles é uma belezura, como diria Ana Clara é da hora, pomba, Lia diria que este livro da pé e a Lena diria sera que o M.N vai me ligar? É apaixonante a ligação e emoçoes que envolvem estas três meninas, cada uma com a sua personalidade e suas caracteristicas que são belissimas. A escritora faz da Lena uma personagem muito interessante, meiga, educada e que pensa somente na condição dela e que no fundo sua filosofia ser ou estar envolve suas questões de procurar a sua existencia de abraçar o mundo, a paixão e encontrar o amor condicional. Lia representa a revolução, procura o seu estar o seu querer e talvez mudando para o exterior para viver um sonho com o amor e com a liberdade de escolhas. Já Ana Clara tem o final trágico que representa as drogas, o tumulto, a insegura, a busca e a pobreza de energia. As meninas é um livro adoravel que com certeza se encaixa em meu coração como uma obra que marca o ser e faz estar.

Thursday, December 14, 2006


LUCIA E O SEXO

Fotografia perfeita, história legal, sexo demais pessoas bonitas, musica interessante um belo conto, Julio Menem foi totalmente bem sucedido neste filme com a atriz paz vega fazendo um papel fenomenal, cenas de tirar o folêgo, estou exausto, risos, colocaria mais fotos bacanas e muitos outros detalhes, estou sem palavras, adoravel, simples e com uma fotografia que chega aos pes de um filme que no brasil na minha opinião teve uma fotografia extraordinária, desmundo, quem não assistiu, aproveite.

"Este é um conto de vantagens. A primeira vantagem é que, quando uma história acaba, ela não termina, cai num buraco. E a história começa de novo do meio. A segunda vantagem, e também a melhor, é que é possível mudar a história a qualquer momento. Se você me permitir. Se me der tempo"

Wednesday, December 13, 2006

OTTO E MEZZO


Aceita-me como sou. Só então nós podemos descobrir um ao outro.
Guido em Otto e mezzo.

É impressionante e a fotografia é maravilhosa e você se perceber sente o filme dentro do filme é idéia dele falar sobre a juventude e buscar as lembranças dele misturada com os sonhos e com o final aquela parte da fonte de agua onde a claudia da o copo da salvação pareceu claro isto aquela orquestrinha de palhaços no final me lembrou muito kusturica e adorei a cena do Harem das mulheres da vida dele que juntou todas que viviam para ele apenas devem existir varias simbologias mas eu não consegui resolver e encontrar nenhuma apenas a do escrito que ele pensava que envolvia a infância dele e no final encontra-se a confusão aquela angustia que me lembrou o final do livro angustia do graciliano ramos todos dançando em torno da confusão dele, do seu problema de existir, de ter que ser, fazer o que vocês acharam do filme? eu adorei foi muito bom.

Curiosidades:
  • Oito e meio é um filme autobiográfico, com muitas cenas retiradas da vida do próprio diretor. Segundo o próprio Fellini, algumas cenas foram concebidas através de seus sonhos.
  • O título do filme é uma referência à carreira do próprio diretor, que até então já havia dirigido seis longa-metragens, dois episódios de filme e havia co-dirigido um longa-metragem.
  • Fellini chegou a cogitar a possibilidade de escalar o ator Laurence Olivier como o protagonista de Oito e meio.
Orlando


O poeta é ao mesmo tempo um leão e o atlântico. Um nos afoga e o outro nos rói. Se sobrevivemos aos dentes, sucubimos nas ondas. Um homem que pode destriuir ilusões é, ao mesmo tempo, fera e dilúvio. As ilusões são para a alma o que a atmosfera é para a terra. Retirai esse brando ar e a planta morre, a cor empalideci. A terra por onde caminhamos é um ardente rescaldo. É marga o que pisamos, e seixos de fogo queimam em nossos pés. Somos desfeitos pela verdade. A vida é um sonho. É o despertar que nos mata. Quem nos rouba os sonhos, rouba-nos a vida.

Monday, December 11, 2006

O amor é que é essencial.
O sexo é só um acidente.
Pode ser igual
Ou diferente.
O homem não é um animal;
É uma carne inteligente
Embora as vezes doente.

FP

Verdadeiramente
Nada em mim sinto
Há uma desolação
Em quanto eu sinto.
Se vivo, parece que minto.
nao sei do coração

Outrora, Outrora
fui feliz, embora
Só hoje saiba que o fui.
E este que fui e sou.
Margens, tudo passou
Porque flui.

Sunday, December 10, 2006

O meu amor sozinho / É assim como um jardim
Sem flor / Só queria poder ir dizer à ela
Como é triste se sentir saudade
É que eu gosto tanto dela / Que é capaz
Dela gostar de mim / E acontece que eu estou
Mais longe dela / Que da estrela a reluzir na tarde
Estrela, eu lhe diria / Desce à terra o amor existe
E a poesia só espera ver / Nascer a primavera
Para não morrer
Não há amor sozinho / É juntinho que ele fica bom
E eu queria é dar-lhe todo o meu carinho
Eu queria ter felicidade
É que o meu amor é tanto / É um encanto
Que não tem mais fim / E no entanto nem sabe
Que isso existe / E é tão triste se sentir saudade
Amor eu lhe direi / Amor que eu tanto
Procurei / Ai, quem me dera eu pudesse ser
A tua primavera e depois morrer
LAVOURA ARCAICA



Capitulo 14
Otimo quando lido várias vezes.

Saltei num insante para cima da laje que pesava sobre o meu corpo, meus olhos de início foram de espanto, redondos e parados, olhos de lagarto que abandonando a água imensa tivesse deslizado a barriga numa rocha firme; fechei minhas pálpebras de couro para proteger-me da luz que me queimava, e meu verbo foi um princípio do mundo: musgo, charcos e lodo; e meu primeiro pensamento foi em relação ao espaço, e minha primeira saliva revestiu-se do emprego do tempo; todo espaço existe para um passeio, passei a dizer, e a dizer o que nunc havia sequer suspeitado antes, nenhum espaço existe se não for fecundado, como quem entra na mata virgem e se aloja no interior, como quem penetra num círculo de pessoas em vez de circundá-lo timidamente de longe; e na claridade ingênua e cheia de febre logo me aparcebi, espiando entre folhagens suculentas, do vôo o fluxo da vida, seu cheiro forte de peixe, e o pássaro que voava traçava em meu pensamento uma linha branca e arrojada, da inércia para o eterno movimento; e mal saindo da água do meu sono, mas ja sentindo as patas de um animal forte galopante no meu peito, eu disse cegado por tanta luz tenho dezessete anos e minha saúde é perfeita e sobre está pedra fundarei minha igreja particular, de pés descalços e corpo desnudo, despido como vim ao mundo, e muita coisa estava acontecendo comigo pois me senti num momento profeta da minha própria história, não aquele que alça os olhos pro alto, antes o profeta que tomba o olhar com segurança sobre os frutos da terra, e eu pensei e disse sobre esta pedra me acontece de repente querer, e eu posso! vendo o sol se enchendo com o seu sangue antigo, retesando os músculos perfeitos, lançando na atmosfera seus dardos de cobre sempre seguidos de um vento quente sunindo nos meu ouvidos, me rondando no sono quieto de planta, despenteando o silêncio do meu ninho, me espicaçando o couro nas pontas da sua luz metálica, me atirando numa súbita insônia ardente, que bolhas nos meus poros, que corrente nos meus pêlos enquanto perseguia fremente uma corça esguia, cada palavra era uma folha sexa e eu nessa carreira pisoteando as páginas de muitos livros, coljendo entre gravetos este alimento ácido e virulento, quantas mulheres, quantos varões, quantos ancestrais, quanta peste acumulada, que caldo mais grosso neste fruto da família! eu tinha simplesmente forjado o punho, erguido a mão e decretado a hora: a impaciência também tem os seus direitos!

Thursday, December 07, 2006

Escureço;
Transmuto;
Recomeço!
o mundo.

Monday, December 04, 2006

Sunday, December 03, 2006

Casa do incesto

"Em ti vejo a parte de mim que es tu. Sinto-te em mim, Sinto a minha própria voz tornar-se mais grave como se tivesse bebido, como se cada parcela da nossa semelhança estivesse soldada pelo fogo e a fissura não fosse detectável."

Anais Nin
Caderno rosa de Lori Lambi

"Todos nós estamos na sarjeta,
mas alguns de nós olham para as estrelas."
Oscar Wilde

E quem olha se fode.
Lori Lamby

"Seu pênis fremia como um pássaro"
(D. H. Lawrence)


Minha libélula, minha rainha-menina, minha gazela de cona pequena, quero passar meu bico-pica nos teus um dia pêlos-penas, tuas invisíveis plumas, chupa teu Abelzinho com tua boca de rosa, menina astuta, abre teu cuzinho de pomba, enterra lá dentro o dedo-pirulito de quem te ama, e pede mais, mais! esfrega tua bocetinha de mini-pantera na minha boca de fera, deixa a minha língua dançar nas tuas gordas coxinhas, minha boneca de seda, de açúcar com groselha, mija amornada na minha pica, sentadinha nela, defeca sobre minha barriga, Lorinha-estrela, bunda de neve, diz com a boca molhada de meu sêmen e do mel da tua saliva, diz que Lorinha quer mais, mais! minha menininha, a carta já está toda empapada, amanhã escrevo mais. Teu Abelzinho.

Querido Abelzinho, quase não entendi a tua carta, mas por favor continue escrevendo, ando sempre com o dicionário na mão, não pergunto mais nada pro papi porque agora ele anda escrevendo o dia inteiro, mas a aura continua ainda atrapalhada. Mami diz que aura é uma espécie de clima da casa. Mas não dá também pra procurar todas as palavras que eles falam, senão eu não escrevo o meu caderno. Vou, isso sim, falar as coisas que você gosta que eu fale, e
se eu ficar contando do clima da casa você não me manda mais presente, não é? Ontem veio aquele homem aqui, aquele que tinha me prometido as meias cor-de-rosa e não deu, mas você já deu, e então eu disse que você já tinha dado, ele disse que não fazia mal, que eu podia pôr qualquer meia cor-de-rosa, a sua ou a dele. Eu pus a sua. Ele é tão diferente de você, Abelzinho, o pau dele é meio pálido, e é bem mais fininho, mas ele também quis que eu beijasse ele,
e eu beijei um pouquinho e ele me virou ao contrário, e enquanto eu beijava o pau fininho dele, ele me lambia, ele lambia e enfiava a língua no buraquinho de trás, esse que papai chama de cu, mas eu não acho cu mais bonito que buraquinho de trás. Depois ele mordeu com força a minha bundinha, e eu gemi umpouco mas gostei muito, é aquela dor sem dor, e ele me deu umas palmadinhas e esfregava minha bundinha nos pêlos dele. Foi gostoso, mas não é tão gostoso
como o senhor faz, mas eu fiquei inchada e molhadinha. Olha, tio, eu não encontrei a palavra bico-pica no dicionário. Tem bico e tem pica mas não tem do jeito que o senhor escreveu. E também não posso perguntar para o papai porque ele nem sabe que eu recebo as cartas do senhor, quem me ajuda nesse busílis (como a mãe diz) é o menino preto que é um vizinho. Depois eu conto na outra carta do menino preto que é lindo. Mami chamou pra tomar leite com biscoito
e bolo. Hoje tem bolo de chocolate.

Tua Lorinha


Baixar o livro: http://rapidshare.com/files/5977188/O_caderno_rosa_de_lori_lamby_-_Hilda_Hilst__ilustracoes_de_Millor_Fernandes_.pdf.html